Por Exame

São Paulo – A valorização do real frente ao dólar impulsionou os resultados financeiros da GOL no 2º trimestre, levando a companhia aérea a lucro de R$ 309,5 milhões.

A reestruturação da empresa, que reduziu número de voos e da frota de aeronaves e diminuiu a dívida, também foi importante para o 2o trimestre consecutivo de lucros, depois de anos no vermelho.

A variação cambial positiva em relação ao trimestre anterior gerou ganho de R$778,8 milhões para a empresa. O valor não tem efeito no caixa da empresa, impactando apenas o resultado financeiro.

Ainda que, nesse trimestre, a flutuação do dólar tenha sido benéfica, já foi motivo de muita dor de cabeça para a companhia aérea.

Nos trimestres anteriores, o dólar mais forte foi um dos principais motivos para os prejuízos, ao aumentar sua dívida e impactar os custos, que são em grande parte gastos com combustíveis feitos na moeda estrangeira.

A GOL acredita que ainda está muito exposta à mudança no câmbio. “Essa questão ainda merece toda atenção e estamos tomando medidas para reduzir a dívida em dólar”, afirmou Paulo Kakinoff, presidente da companhia.

Em julho, ela também concluiu uma oferta privada de troca para seus bonds em dólares, o que reduziu a dívida total em US$ 101,8 milhões, cerca de R$ 326,8 milhões.

Além do real mais forte, outro motivo a diminuir os custos da empresa no trimestre foi a queda de 28% nos gastos com cobustíveis por causa do preço baixo do barril de petróleo.

Segundo o presidente, a empresa já conseguiu o breakeven, ou seja, o equilíbrio entre custos e receitas, e espera terminar o ano no azul.

Para reduzir a pressão de pesados pagamentos que ela precisaria fazer em 2016 e 2017, a companhia aérea renegociou o cronograma de pagamentos de debêntures com bancos brasileiros, totalizando R$ 1,02 bilhão.

Diminuiu de tamanho

A companhia está dando os últimos passos de uma grande reestruturação que começou no fim do ano passado.

Ela reduziu a malha de voos, cortou alguns destinos e encolheu a oferta de assentos para adequar o tamanho da empresa ao mercado atual de crise econômica. O número os assentos disponíveis no 2º trimestre foi 9,3% menor, em relação ao ano passado.

A GOL adiou entregas de novas aeronaves da Boeing e antecipou a devolução de mais 15 aeronaves que estavam arrendadas. No final de 2016, ela estará operando 122 aeronaves, em comparação às 144 aeronaves do fim de 2015.

O desafio, segundo o presidente, é manter o nível de receita mesmo com uma operação menor. No trimestre, a receita líquida foi de R$ 2,09 bilhões, queda de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Por Folha do MS

A Usina São Fernando recebeu mais um pedido de falência por conta de seu endividamento. Desta vez, a solicitação aconteceu por conta da administradora judicial que acompanha o processo de recuperação judicial da empresa.
Conforme citou o Valor Econômico, a medida dá a opção de convocação imediata de uma nova assembleia de credores a mesma. As dívidas da empresa administrada pelos filhos do empresário José Carlos Bumlai, preso no âmbito das investigações Lava Jato, já chegam a quase R$ 1,1 bilhão.
Agora as próximas medidas do caso ficam a cargo do juiz responsável pelo caso, Jonas Hass Silva Junior, da 5ª Vara Cível de Dourados. De acordo com o novo levantamento da administradora VC Consultoria e Perícia, desde o início de 2015 a empresa vem descumprindo os pagamentos acordados na última assembleia, em 2013.
Em somatória a esse pedido, existem outros como o do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) ocorrido em outubro do ano passado, instituição que teria na época uma média de R$ 300 mi para receber veja aqui.
Outra empresa que realizou a solicitação foi a Transportadora Roma Logística Ltda devido a uma ação com pouco mais de R$ 143 mil. O fato aconteceu em abril deste ano entenda aqui.
Há mais de dois anos a Usina São Fernando vem passando por grave crise financeira. Em julho de 2015 49% da empresa foi comprada por um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos, com expectativa de solução dos problemas, o que não aconteceu.
Foi relatada também dificuldade dos produtores rurais de Dourados e de Laguna Carapã para receber pelas terras arrendadas.
Em julho, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) desligou a unidade de cogeração, a São Fernando Energia, após um pedido da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), por inadimplência. entenda aqui.
Ainda conforme o Valor Econômico, Angelo Guerra Netto, sócio da EXM Partners, afirmou que uma proposta de leilão da usina está sendo discutida com os credores e deverá ser apresentada em uma eventual nova assembleia.
Também está sendo avaliada a possibilidade de propor aos credores que eles troquem os créditos que têm a receber por participação acionária na usina.
Caso o pedido falência feito pela administradora judicial seja acatado, os atuais gestores são afastados e substituídos pela administradora, que dá início a um novo processo de classificação dos créditos. Nesse caso, os credores não participam das negociações, como ocorre na recuperação judicial.

Por Valor Econômico

A administradora judicial que está acompanhando o processo de recuperação judicial da Usina São Fernando ­ controlada pelos filhos do empresário José Carlos Bumlai, preso no âmbito das investigações da Lava­Jato ­ solicitou que o juiz responsável pelo caso, Jonas Hass Silva Junior, da 5ª Vara Cível de Dourados (MS), decrete a falência da companhia ou convoque “imediatamente” uma nova assembleia de credores.

A usina tem dívidas de quase R$ 1,1 bilhão, segundo novo levantamento da administradora VC Consultoria e Perícia, e desde o início de 2015 vem descumprindo os pagamentos conforme aprovado na última assembleia, em 2013. “A usina não está conseguindo superar a crise e está processando um volume de cana muito abaixo da sua capacidade”, afirmou Pedro Coutinho, advogado da administradora, ao Valor.

Se o juiz aprovar o pedido, os atuais gestores são afastados e substituídos pela administradora, que dá início a um novo processo de classificação dos créditos. Nesse caso, os credores não participam das negociações, como ocorre na recuperação judicial.

O pedido foi feito enquanto a usina realiza um levantamento para avaliar o valor de seus ativos para colocá­los a venda. Para a consultoria EXM Partners, que está fazendo o estudo, o pedido foi feito para precipitar a realização da assembleia, que foi suspensa em março a pedido do BNP Paribas, um dos credores. A realização de uma assembleia depende agora apenas de uma decisão do juiz.

Segundo Angelo Guerra Netto, sócio da EXM Partners, a proposta de leilão da usina está sendo discutida com os credores e deverá ser apresentada em uma eventual nova assembleia. Também está sendo avaliada a possibilidade de propor aos credores que eles troquem os créditos que têm a receber por participação acionária na usina.

Ao pedido de falência protocolado pela administradora se somam outros que foram feitos por diversos credores, dentre os quais o BNDES, que tem R$ 268 milhões a receber da São Fernando e está há mais de dois anos sem receber pagamentos.

Em julho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desligou a unidade de cogeração, a São Fernando Energia, após um pedido da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), por inadimplência. Dessa forma, a usina está proibida de comercializar a energia elétrica gerada na unidade a partir do bagaço da cana. Pelo levantamento da administradora, a usina deve R$ 32 milhões à CCEE

Por Canal Mix

O agronegócio, um dos principais pilares econômicos brasileiros, começa a descobrir a recuperação judicial como forma de superar os duros impactos deixados pela crise. A alta do dólar, que fez disparar o preço de insumos e sementes e também o endividamento (parte dos empréstimos e financiamentos são indexados à moeda americana) pode ser apontada com um dos agravantes, além de questões de ordem climática, que destruíram safras inteiras no biênio 2014/2015.

Debater esse estágio em que muitos produtores rurais se encontram, no qual precisam quitar dívidas contraídas e ao mesmo tempo recolocar o negócio nos trilhos, é o tema do painel “Recuperação Judicial no Agronegócio”. A palestra reunirá o escritório Dosso Advogados, especialista em direito empresarial, recuperações judiciais e falência, e a EXM Partners, consultoria referência em reestruturação e recuperação de empresas, durante a Fenasucro & Agrocana – 24 ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética.

“A recuperação judicial é um instrumento para que a empresa em dificuldades reorganize seus negócios, reestruture sua dívida e possa realmente recuperar-se da momentânea dificuldade financeira que atravessa” explica o advogado Ricardo Dosso, sócio do escritório Dosso Advogados, que completa, “com a vantagem de ser uma solução que possibilita recolocar os negócios nos eixos e evitar uma possível falência dos produtores”.

Na visão de Pedro Magalhães Neto, sócio da EXM Partners, tanto o empresário como o produtor precisam estar atentos aos pequenos sinais de que algo não anda bem na produção e, o quanto antes, buscar um auxílio especializado “A redução do volume de vendas, a perda acentuada da margem das operações e da capacidade de geração de caixa são sinais que acendeu o sinal amarelo”.

A Lei de Recuperação Judicial e Extrajudicial e Falência é uma ferramenta jurídica utilizada por empresas em crise de diversos setores da economia. No agronegócio, recorrer ao regime de recuperação judicial, nos termos instituídos pela lei, pode possibilitar diversas vantagens ao produtor rural que enfrenta uma situação financeira mais delicada, como a suspensão de todas as ações e execuções judiciais por 180 dias; a elaboração – pelo devedor – do plano de recuperação, com condições específicas para o pagamento das dívidas, como a previsão de deságio, carência, e prazos mais alongados, de acordo com a projeção de caixa para o negócio; além da possibilidade de negociação direta com os credores.

O painel “Recuperação Judicial no Agronegócio” será uma das atrações do terceiro dia da Fenasucro & Agrocana – 24 ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de agosto, em Sertãozinho, no Centro de Eventos Zanini.