MMX, de Eike Batista, entra com pedido de recuperação judicial

Por: Valor Econômico

RIO – A MMX Mineração e Metálicos, holding de mineração de Eike Batista, entrou esta noite com pedido de recuperação judicial na Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ­RJ).

O pedido de recuperação inclui também a subsidiária MMX Corumbá Mineração, cujos ativos de minério de ferro estão arrendados, mas sem operar.

O pedido de recuperação da holding de mineração de Eike ocorre mais de dois anos depois de outra subsidiária do grupo, a MMX Sudeste, também ter entrado com pedido de recuperação judicial, neste caso na Justiça de Belo Horizonte.

A MMX Sudeste é a principal empresa operacional do grupo, com minas de minério de ferro que foram vendidas recentemente para a Mineração Morro do Ipê, controlada por um Fundo de Investimento em Participações (FIP) pertencente à trading Trafigura e a Mubadala, empresa de investimentos de Abu Dhabi.

As dívidas totais da MMX S.A., holding de Eike listada na Bolsa de Valores de São Paulo (BMF&Bovespa), alcançam R$ 500 milhões.

O principal credor da holding é a MRS Logística, concessionária da antiga malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

A dívida com a MRS se relaciona ao descumprimento, pela MMX, de um contrato firme de transporte de minério de ferro acertado entre as partes.

O contencioso foi resolvido por meio de uma arbitragem e a MMX se comprometeu a pagar R$ 225 milhões à MRS em prazo de 18 meses a contar da homologação do acordo.

Se a dívida não fosse paga nesse período, a MRS tinha direito a executar o valor contra a holding de Eike que tinha oferecido garantias. Esse prazo venceria em fevereiro de 2017.

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