Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Saraiva

Por Valor Econômico

SÃO PAULO – O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho aceitou hoje o pedido de recuperação judicial da Saraiva, protocolado na sexta-feira na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A maior rede de livrarias do país acumulou uma dívida de quase R$ 675 milhões. A partir de hoje estão suspensas ações contra a Saraiva por 180 dias.

O juiz fixou em R$ 100 mil a remuneração mensal do administrador judicial, o escritório Lucon Advogados. O advogado Ronaldo Vasconcelos será o responsável. A varejista tem agora 60 dias para apresentar seu plano de pagamento aos credores. A companhia, antes de ir à Justiça, estava propondo às editoras de livros um deságio de 45% e dez anos para pagamento da dívida. Para conseguir aprovar o acordo extrajudicial, ela precisaria do aval de 60% dos credores.

Mas não conseguiu. A Saraiva havia iniciado negociações para um acordo extrajudicial, no fim de outubro, com cerca de 500 fornecedores, cerca de metade do que consta no pedido de recuperação judicial. Os três maiores credores da Saraiva são o Banco do Brasil — o único que detém garantia real de parte da dívida; o BNDES e a Infosys Tecnologia.

Juntos, eles têm créditos a receber de R$ 166 milhões. Formando o bloco dos 11 maiores credores, a Saraica informou ainda os seguintes credores: Editora Moderna (R$ 19,7 milhões), seguida de Editora Schwarcz (Cia das Letras), com R$ 18,6 milhões, Samsung (R$ 18,4 milhões), Distribuidora Record (R$ 18,2 milhões), Saraiva Educação (vendida à Somos Educação, com dívida de R$ 18 milhões), Gen-grupo Editorial (R$ 15,6 milhões), Sony Editora (R$ 14,6 milhões) e Editora Intrínseca (R$ 13,2 milhões).

A proteção contra os credores, conforme o despacho, destina-se a duas empresas: a Saraiva e Siciliano S.A. (CNPJ 61.365.284/0001-04) e a Saraiva S.A. Livreiros Editores ( CNPJ 60.500.139/0001-26).

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