Credores decidirão por falência ou nova proposta da Copervale

Por JM Online

No mês de março de 2018 chega ao fim o prazo de dois anos para solução do processo de recuperação judicial da Copervale Alimentos S/A. Como nada ainda foi resolvido, foi marcada assembleia geral de credores para a próxima quarta-feira, dia 28, às 13h. A empresa entrou com a ação na Vara de Execuções Fiscais e Registros Públicos de Uberaba em 2013, mas o pedido só foi concedido em 2015.

Segundo a administradora judicial Elizete Beatriz Seixlack, todos os ex-trabalhadores e credores da Copervale estão convocados e devem comparecer pessoalmente à sede da empresa, à margem da BR-262, ou enviar um representante legal munido de procuração com poderes específicos para deliberar na assembleia. A administradora alerta que não será permitida a entrada de visitantes, a fim de se manter a ordem.

Com a conclusão da lista final de credores, a dívida da Copervale, em que constam débitos trabalhistas, tributários, bancários e com fornecedores e prestadores de serviços, apurada até hoje, já ultrapassa R$55 milhões.

Elizete Beatriz explica que, durante a assembleia, os credores deverão escolher entre aceitar o pedido de convocação, que significa transformar o estado de recuperação judicial em falência, ou acolher nova proposta de pagamento das dívidas a ser apresentada pelos gestores da empresa. “Ao término desse prazo de dois anos, se a empresa não cumprir os requisitos específicos da Lei de Recuperação, que no caso da Copervale é o pagamento dos credores, o caso pode ser convolado, ou seja, transformado em falência, o que é um novo processo judicial. Na realidade, vamos chegar ao fim desse debate. No próximo mês encerra-se o prazo de 24 meses e não teve, por parte da Copervale, a comprovação do pagamento de credores”, esclarece.

A administradora afirma que o resultado da assembleia será lavrado em ata a ser encaminhada para o juiz da Vara de Execuções Fiscais, Stefano Renato Raymundo, que deve proferir decisão dentro de no máximo 30 dias, para definir quais serão os próximos passos do caso. No entanto, Elizete Beatriz ressalta que a deliberação da assembleia é soberana. Um ofício será encaminhado ao Comando da Polícia Militar para pedir a presença de policiamento, a fim de garantir a segurança de todos os envolvidos.

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