Credores aprovam aditamento do plano de recuperação da Renuka

Por Valor Econômico

SÃO PAULO ­ Os credores da sucroalcooleira Renuka do Brasil, controlada pela indiana Shree Renuka Sugars, aprovaram em assembleia na última segunda­-feira o aditamento do plano de recuperação da empresa. A decisão, que ainda precisa ser homologada pela Justiça, basicamente alterou a usina da Renuka que irá à venda, afirmou uma fonte ao Valor.

No plano de recuperação original, a companhia venderia a Usina Madhu, localizada em Promissão (SP). No entanto, o leilão de venda dessa usina foi cancelado em janeiro devido a uma liminar obtida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estatal é titular de garantias hipotecárias da Usina Madhu.

No aditamento de segunda-­feira, foi aprovado o leilão da Usina Revati, localizada em Brejo Alegre (SP). De acordo com uma fonte, há pelo menos duas vantagens nessa unidade na comparação com a Madhu. Há mais interesse na aquisição da Revati e o BNDES não possui garantia hipotecária dessa usina.

Para ir em frente com o leilão da Revati, a Renuka do Brasil precisa da homologação da Justiça. Na assembleia, 65% dos credores da companhia aprovaram o aditamento. Entre as classes de credores, apenas a classe 2 — de credores com garantia real, o que inclui bancos — não aprovaram o plano. No entanto, como mais de 1/3 dos credores da classe 2 aprovaram o plano, o juiz poderá homologá­-lo pelo mecanismo de “crawn down”.

Assim que houver a homologação, o leilão da usina Revati ocorrerá em até 90 dias. A expectativa é que o leilão ocorra em meados do segundo semestre. A Czarnikow é a assessora financeira para a venda da Revati.

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