Em outubro de 2018, a assembleia geral de credores aprovou o plano de recuperação judicial do grupo empresarial mato-grossense Agroverde Agronegócios, apresentado pela consultoria EXM Partners. O grupo atua nas áreas de produção de commodities, armazenamento de grãos, reflorestamento e geração e fornecimento de energia. Do total de credores, 93% concordaram com o plano apresentado pela Agroverde, que havia protocolado o pedido de recuperação em dezembro de 2016, na Comarca de Sorisso (MT).

Por Diário do Nordeste

A empresa não deixa claro quantas vezes por semana o voo será realizado, mas possivelmente dependerá do número de aeronaves que terá à disposição no período

Em recuperação judicial desde dezembro e com aviões em disputa na Justiça, a Avianca irá reduzir a operação dos voos entre Brasília e Juazeiro do Norte. De acordo com a companhia, o voo deixará de ser diário para ser operado “alternadamente”.

A empresa não deixa claro quantas vezes por semana o voo será realizado, mas possivelmente dependerá do número de aeronaves que terá à disposição no período.

A devolução de duas aeronaves que hoje fazem voos internacionais às empresas de arrendamento já custou à Avianca quase todas as suas rotas internacionais. Os voos entre Guarulhos e Nova York, Miami e Santiago serão encerrados no dia 31 de março. Ao todo, já foram entregues 7 aviões.

Das rotas para o exterior operadas pela empresa – que vinha ampliando sua atuação nesse segmento – restarão apenas duas: Fortaleza e Bogotá e Salvador e Bogotá. Em sua reestruturação, a Avianca reduzirá sua frota em um terço. Eram 57 aeronaves e restarão apenas 38 ao fim do processo.

Crise

Com 13,77% do mercado brasileiro e dívidas de quase R$ 500 milhões – sem incluir débitos com arrendatários -, a Avianca vem tendo dificuldades para honrar compromissos desde o segundo semestre do ano passado.

Com o atraso no pagamento de contratos, os donos de aeronaves entraram na Justiça para retomar os aviões em posse da Avianca e conseguiram decisões favoráveis – que só foram revertidas após o pedido de recuperação judicial ser aceito.

Leia a íntegra da nota abaixo:

“A Avianca informa que, a partir de abril, o trecho entre Brasília e Juazeiro do Norte será operado alternadamente – e não mais diariamente.

A companhia está dando suporte aos passageiros que adquiriram bilhetes que sofreram alteração. A Avianca lamenta o transtorno causado e reafirma seu compromisso de atender seus clientes, sua prioridade, com excelência.”

Por Zero Hora

Artecola está em recuperação judicial e precisa que credores aprovem o plano apresentado Reprodução site Artecola

Foi adiada pela terceira vez a votação do plano de recuperação judicial da Artecola. Mais de 85% dos credores presentes na assembleia aprovaram a suspensão solicitada pela empresa. A próxima convocação ficou para 12 de março, também em Novo Hamburgo.

A ideia da empresa é apresentar um novo plano de recuperação judicial até 19 de fevereiro. A informação é do Medeiros & Medeiros Administração Judicial, escritório que atua como administrador judicial, confirmada depois em nota da Artecola sobre a assembleia.

Se o plano de recuperação judicial for aprovado pelos credores, irá depois para homologação da Justiça. Só então, começa a ser executado. A Justiça autorizou em fevereiro de 2018 o pedido de recuperação judicial da Artecola Química. A empresa ajuizou o pedido ainda naquele mês. A dívida atinge R$ 820 milhões, contemplando cerca de 1 mil credores das seis empresas do grupo.

A Artecola é uma empresa da holding FXK Administração e Participações, que tem sede em Novo Hamburgo. O grupo havia contratado a consultoria Iwer para reestruturar o negócio. O grupo sofreu descapitalização com a MVC, empresa na qual a Artecola era sócia da Marcopolo, de Caxias do Sul. Enfrentou problemas no cumprimento de contratos públicos para construção de 208 creches.Paralisou obras e argumentou falta de pagamento por parte dos governos.

Trecho de nota enviada pela empresa após o adiamento da assembleia:

“Em processos de Recuperação Judicial de tamanho similar a este, o adiamento da votação da Assembleia Geral de Credores é perfeitamente normal, sendo de praxe a avaliação de todos os pontos sinalizados pelos credores e eventuais ajustes antes da homologação da proposta final.

A empresa ressalta que tem investido nas melhores alternativas para chegar a uma proposta que atenda todas as partes envolvidas neste processo, inclusive disponibilizando imóveis para dação como forma de antecipar pagamentos.

Outra fonte de recursos que poderá ser utilizada no pagamento do plano – além do resultado operacional das suas atividades de negócios – é a Ação Indenizatória movida contra o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em trâmite na 1ª Vara Federal de Novo Hamburgo (RS). A ação busca ressarcimento de danos causados à empresa e seus acionistas por descumprimento nos pagamentos de contratos por parte do Governo Federal/Ministério da Educação. Em caso de resultado positivo no julgamento, a indenização será utilizada para liquidar os valores destinados aos credores.

A Artecola segue operando normalmente, atendendo com a qualidade e confiabilidade que marcaram seus 70 anos de atuação. Seguimos firmes e confiantes, trabalhando para a sustentabilidade e crescimento da companhia.”

Por Jornal do Comércio

Depois de 13 anos em vigor, a lei de recuperações e falências precisa de ajustes. Entre as mudanças necessárias está a inclusão de todos os créditos tributários e de alienação fiduciária, defende o advogado João Adalberto Medeiros Fernandes Júnior, que atua na assessoria de empresas que encaram a recuperação e no posto de administrador judicial. Medeiros também considera crucial mudar a cultura empresarial sobre o uso do mecanismo. O advogado, que presidiu a Comissão deFalências e Recuperações Judiciais da OAB-RS entre 2016 e 2018, e integra escritório que acompanha mais de 50 processos de recuperação – entre eles, o maior do Rio Grande do Sul, que é o da Ecovix – e 300 de falências, conjunto que soma passivos de mais de R$ 10 bilhões, aponta mudanças em exame no Congresso Nacional para dar mais transparência aos processos e atrair investidores. Em 2018, o Rio Grande do Sul somou 140 pedidos de recuperação, ante 162 de 2017, mas a busca do instrumento disparou em dezembro, com 30 pedidos, segundo a Serasa. Já solicitações de falência chegaram a 91, ante 62 do ano anterior.

JC Contabilidade – Os pedidos de recuperação judicial cresceram no fim de 2018, e os de falênciasno ano. O que este quadro indica?

João Adalberto Medeiros Fernandes Júnior – O aumento dos pedidos de recuperação no fim do ano é comum, principalmente pelo efeito do 13º salário para empresas que enfrentam dificuldades. Já os pedidos de falência são provenientes da crise político-econômica que assola o Brasil nos últimos anos. Além desses elementos nefastos, 2018 ainda foi agravado pela greve dos caminhoneiros e o período eleitoral. Não dá para ignorar que, entre 2013 e 2015, as empresas tomaram crédito muito facilmente e, depois, sofreram quando os bancos enxugaram a oferta. Quem estava nesse ciclo vicioso, dependendo desse crédito, enfrentou problemas. Como a engrenagem trancou, empresastiveram de buscar um mecanismo para gerir a situação financeira, como a recuperação judicial. Para 2019, podemos ter, já no começo do ano, rescaldo de uma crise mais longa, e, com isso, podem surgir mais casos. A retomada da economia também pode criar melhores condição para a reestruturação do passivo das empresas.

Contabilidade – O que leva uma empresa à Justiça?

Medeiros – Uma empresa com melhor planejamento de fluxo de caixa consegue superar períodos de crise, normais no ciclo dos negócios. Mas muitas se alavancaram demais, fizeram investimentos muitos fortes, apostando na perspectiva promissora do País. Escândalos como a Lava Jato trouxeram também dificuldades maiores, rompendo o ciclo. Mas há empresas que não se planejaram para passar por essas oscilações ou não sabem trabalhar com planejamento econômico-financeiro.

Contabilidade – A recuperação é a melhor solução?

Medeiros – A recuperação judicial é um dos remédios possíveis para se usar na crise, mas há outros mecanismos de negociações e até recuperações extrajudiciais. A recuperação judicial estabelece um período no qual as obrigações deixam de ser exigidas, o que dá fôlego para que a empresa possa se refazer, estruturar seu plano de recuperação e promover as mudanças necessárias. É o momento de fazer o dever de casa. Mas a maior parte dos empresários acha que a recuperação judicial é o único remédio, e não é. Ela é apenas um tipo de tratamento mais invasivo e, por vezes, mais efetivo.

Contabilidade – As empresas revisam hábitos?

Medeiros – O empresário, muitas vezes, acha que vai entrar um administrador judicial para comandar sua empresa. Não é nada disso. Ele será o link entre a empresa, o juiz e os credores, dá transparência ao processo e fiscaliza as atividades. Isso é importante: a empresa está pedindo um auxílio ao Poder Judiciário, então precisa ser transparente sobre seu ativo e passivo, e também quanto à situação do negócio. Muitos donos de empresas ou administradores têm uma barreira cultural, pois acham que o instrumento é suficiente e podem seguir fazendo a mesma coisa. Quem usa a recuperação dentro do que a lei se propõe tem de fazer o dever de casa, que é reestruturar a operação.

Contabilidade – Os empresários seguem as soluções indicadas?

Medeiros – É uma pergunta difícil, porque alguns seguem, mas outros não. Empresário, por natureza, é um sonhador, um visionário, por isso é um empreendedor. Muitas vezes, espera por uma solução mágica, que venha um investidor, alguém que queira comprar a empresa ou parte dela, e isso não é possível, especialmente pelo risco existente. Essas alternativas são legais e viáveis, mas devem ser utilizadas através do próprio plano de recuperação a ser aprovado pelos credores. Faz parte de um planejamento. Por menor que seja a crise, é importante buscar um especialista para diagnosticar o que está ocorrendo, se é problema de gestão, endividamento, mercado ou até de produto.

Contabilidade – O repasse de informações é feito com profundidade e a contabilidade é aberta sem subterfúgios?

Medeiros – A gente parte do pressuposto de que uma empresa que busca a recuperação está em real crise, que não usará o instrumento para fraudar credores. A legislação, com acerto, é pesada nesses casos. Um processo de recuperação tem de ter bons profissionais, com expertise para fazer o diagnóstico da operação, além de juízes experientes e administradores judiciais com estrutura necessária. É importante, também, que quem estiver envolvido dê transparência aos números. Uma das exigências da lei é que o administrador judicial apresente mensalmente o relatório de atividades. É uma forma de mostrar ao magistrado do processo, credores e interessados o que está efetivamente acontecendo para conseguirem avaliar riscos e identificar as atitudes que estão sendo adotadas para a recuperação da empresa.

Contabilidade – Qual é a fatia de empresas que consegue se recuperar?

Medeiros – Diria que 50% dos casos têm sucesso, mas a questão é o tempo que usam esse recurso. O mercado está mais aberto hoje, como os bancos que representam os maiores volumes de passivos, à negociação extrajudicial para reestruturar as dívidas. Os empresários começaram a usar mais esse instrumento, pois a via judicial gera transtornos. A lei também impede que alguns créditos, como os da alienação fiduciária, sejam incluídos na recuperação judicial. Os bancos quase não usam mais a garantia real nos contratos, justamente para não correrem risco em eventual processo judicial.

Contabilidade – A exposição gerada pelo processo atrapalha?

Medeiros – Se atrapalha, é muito mais por desconhecimento, pois a visão geral é que, se está em recuperação judicial, é porque a empresa está falida. Mas não é nada disso. Não está falida. Está em processo de reestruturação. O empresário tem de abrir o coração (da empresa) e dar transparência a tudo. Tem de mostrar a realidade e, em contrapartida, o que pode ser feito. Se o processo de recuperação for sério e transparente com os credores e o juiz, a chance de sucesso é muito grande.

Contabilidade – Quais mudanças na lei ajudariam as empresas a reverterem as dificuldades?

Medeiros – Citaria três mudanças. A primeira seria sujeitar todos os credores ao procedimento recuperacional, estabelecendo pesos de voto diferenciado de acordo com a qualidade do crédito e o tipo de garantia. A segunda é criar incentivo para atrair aporte de dinheiro novo para fomentar empresas em recuperação judicial. O recurso injetado teria de ter garantias efetivas de prioridade sobre os pagamentos. A lei brasileira não tem regras claras para esse tipo de financiador, importante para ingresso de dinheiro novo na restruturação empresarial. A terceira medida é encontrar uma solução para os débitos tributários, como melhores condições de pagamento, que, hoje, no âmbito Federal, é limitado a 84 parcelas, o que é muito pouco para quitar os passivos, especialmente porque a maioria dos débitos das empresas é com bancos e tributos.

 

Por C Service

As ações levam a operadora de telefonia a reduzir dívidas e aumentar investimentos

Rio de Janeiro – Na véspera de se tornar CEO da Oi, Eurico Teles estava literalmente no escuro. Internado e se recuperando de uma cirurgia para corrigir um problema nas pálpebras, o então vice-presidente jurídico da Oi tinha uma venda nos olhos quando recebeu a visita de três outros executivos em seu quarto. Um deles, o então CEO Marco Schroeder, não fez rodeios antes de dar a notícia: “Colega, acabei de renunciar.”

No dia seguinte, a diretoria da Oi escolheu Eurico como seu novo líder, colocando um veterano de 38 anos do sistema Telebrás e sem experiência operacional para desatar um nó épico: evitar a falênciade uma empresa com R$ 64 bilhões de dívida, em recuperação judicial há um ano e meio, e cujo colapso afetaria mais de 50 milhões de usuários.

Nos 14 meses seguintes, Eurico conseguiu o improvável: prevaleceu numa briga contra Nelson Tanure, desenhou um plano de recuperação aprovado por quase unanimidade, e acaba de conseguir R$ 4 bilhões para o caixa da companhia no maior aumento de capital em curso no país.

Desde seu malfadado casamento com a Brasil Telecom, a Oi era um negócio destinado a quebrar. O principal negócio da empresa (a linha fixa) era corroído pela migração para o celular e pelo WhatsApp. Dívidas contraídas em dólar causavam um desequilíbrio estrutural e explodiam a cada crise cambial, minando o balanço da empresa.

Além disso, na maior parte do tempo a companhia era controlada por um conselho em cuja presidência se revezavam a Andrade Gutierrez, o grupo Jereissati e a GP Investimentos. Nenhum tinha uma visão estratégica ou operacional de telecom.

Quando Eurico foi ungido como CEO, a Oi estava sendo disputada, de um lado, pelos credores estrangeiros, donos de R$ 32 bilhões em créditos. De outro, pelos acionistas, que, liderados pelo empresário Nelson Tanure, aceitavam uma diluição máxima de 25%.

Uma das sortes de Eurico foi ter conquistado a confiança do juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que presidia a recuperação judicial. Os dois se encontravam regularmente, ocasiões nas quais Eurico prestava contas do progresso e das derrotas sofridas pela Oi.

Preocupado com o risco crescente de a Oi quebrar, Viana instalou Eurico como interventor da empresa, dando-lhe plenos poderes para desenhar o plano de recuperação sem passar pelo conselho. Numa empresa em guerra civil entre credores e acionistas, isso faria toda a diferença.

Um banco de primeira linha fez um laudo e concluiu que mesmo um plano que impusesse uma diluição de 75% ainda geraria valor para os acionistas da Oi. O percentual foi adotado por Eurico. “No dia de assembleia de credores, eu percebi que aquela era a última oportunidade de a companhia não morrer, e a responsabilidade estava toda na minha mão”, conta.

Costurar a aprovação do plano de recuperação exigiu traquejo. Estimulado pelo juiz, Eurico estruturou um programa de acordo com pequenos credores que acabou se tornando a maior mediação extrajudicial já realizada no país. Foram celebrados quase 35 mil acordos, o que possibilitou que mais de 70% dos credores da Oi – milhares de pessoas físicas e jurídicas com créditos de até R$ 50 mil – recebessem antecipadamente.

A assembleia de credores começou às 8h de um dia escaldante de dezembro e terminou às 4h do dia seguinte, com o sol prestes a nascer sobre o Riocentro, o único foro capaz de acomodar a assembleia de uma companhia tão superlativa.

Negociação

E foi aí que Eurico jogou pesado. Em várias ocasiões ao longo do dia, deu prazo de 5 minutos para credores recalcitrantes decidirem: era pegar ou largar. Vários deles, incluindo grandes bancos, queriam adiar a assembleia mais uma vez, alegando que ainda havia muitos pontos a serem negociados. “Não vou adiar. Ou essa companhia vai falir hoje, ou vai se recuperar,” respondia o CEO.

Quando percebeu que a Anatel e a Advocacia-Geral da União votariam contra o plano, Eurico mandou os advogados transferirem os créditos de ambas para o que chamou de “dívida residual”. Tradução: a Oi vai pagar-lhes o que deve ao longo de 20 anos.

Depois de mais de 15 horas de discussões, o plano foi aprovado. A aprovação do plano cortou a dívida financeira bruta da Oi de R$ 49 bilhões para R$ 14 bilhões. Só com os maiores credores, a dívida caiu de R$ 32,8 bilhões para R$ 5,8 bilhões.

No dia em que os credores aprovaram o plano de recuperação, Eurico não conseguiu dormir. Saiu do Riocentro e voltou à sede da empresa, no Leblon. Pegou um megafone e desceu os oito andares do prédio dando a boa notícia aos funcionários – e chamando todos para a guerra.

Ao longo do processo de recuperação judicial, a Oi manteve o foco no negócio. Até o terceiro trimestre de 2018, seu custo operacional caiu quase R$ 1 bilhão, e a companhia encerrou o ano investindo cerca de R$ 6 bilhões (5,5% a mais que no ano anterior), com foco em melhoria da qualidade e transformação digital. Como resultado, as reclamações na Anatel e os processos nos juizados especiais Cíveis caíram cerca de 20%.

Apesar de ser o CEO, Eurico recebe o salário de vice-presidente até hoje. “Como é que eu ia ter moral para pedir a alguém para apagar a luz, para não imprimir, se eu não abrisse mão do salário?” diz o executivo, que usa carro próprio para chegar ao trabalho.

“Como é que eu ia ter moral

para pedir a alguém para apagar

a luz, para não imprimir, se eu não abrisse mão do salário?”

. Eurico Teles, presidente da Oi

Por Valor Econômico

A gestora americana de fundos Amerra Capital Management adquiriu a parcela de 50% que a CarVal Investors, braço de investimentos independente da multinacional americana Cargill, detinha na sucroalcooleira Rio Amambai Agroenergia (antiga Usinavi), e passou agora a ser a única acionista da usina, localizada em Naviraí (MS).

A informação, apurada pelo Valor junto a duas fontes a par do assunto, foi confirmada por Craig Tashjian, sócio diretor da Amerra Capital Management. Ele não quis divulgar mais detalhes do negócio, como o valor de aquisição. O acordo foi fechado em dezembro.

As duas investidoras haviam adquirido a unidade em junho de 2016 no processo de recuperação judicial da Infinity Bioenergia, da Tinto Holding, de Natalino Bertin.

Ambas eram credoras da Infinity e converteram os valores a receber em participação acionária, cada uma com 50%. Na época, elas tinham a receber um total de R$ 943,478 milhões. Mas, segundo cálculo da consultoria EXM Partners, que realizou o plano de recuperação da Infinity, o valor da usina em 2016 era de R$ 521 milhões.

A usina, que mudou de nome em 2017, tem capacidade de moer 3,4 milhões de toneladas de cana por safra, mas vinha processando menos após anos de crise.

Por Jota.Info

promulgação da Lei de Recuperação Judicial e Falência (11.101), em 09 de fevereiro de 2005, significou um importante passo para a modernização da legislação de insolvência brasileira. Naquela época, os operadores do direito celebraram as mudanças e o mercado sentiu que o Brasil possuía finalmente uma ferramenta verdadeiramente útil para o soerguimento do empreendimento em crise.

Contudo, a experiência obtida com a aplicação da Lei nesses últimos 12 anos, evidenciou situações que ainda precisam de melhor regulação e outras que necessitam se adequar à realidade do mercado, sob o risco de em breve termos uma legislação desatualizada que, ao invés de solucionar conflitos equacionando interesses de credores e devedores, trará mais insegurança jurídica, um dos fatores que mais afasta investimentos do mercado brasileiro.

Desta maneira, no final do ano passado, o Ministério da Fazenda criou um grupo de trabalho, composto por advogados, juízes, procuradores, entre outros atores de interesse, para sugerir mudanças profundas na Lei de Recuperações Judiciais e Falências.

De longe podemos dizer que o trabalho realizado por este grupo é o mais abrangente e atualmente o mais importante. O documento final, que deverá ser apresentado ao Congresso nos próximos dias, caso resulte em uma real alteração legislativa, impactará profundamente os casos de reestruturação de empresas no País.

Primeiramente, o texto abrange o leque de empresas autorizadas a pleitear a recuperação judicial ao substituir na Lei os termos “empresário” e “sociedade empresária” por “agentes econômicos”. Somente esta alteração irá permitir, por exemplo, que o produtor rural possa ser autor de um pedido de recuperação judicial, situação que há muito tempo vem sendo perseguida pelo agronegócio. A importância desta mudança tem caráter óbvio, uma vez que o setor sempre apresentou garantiu bons números à economia brasileira.

Outra modificação que merece destaque é a sujeição dos créditos garantidos por alienação fiduciária aos efeitos do plano de recuperação judicial. Atualmente, grande parte do passivo das empresas em recuperação judicial tem este tipo de garantia, o que, nos moldes atuais, resulta em grandes dificuldades à efetiva recuperação destas empresas. Isso faz com que esta proposta seja uma das mais importantes e polêmicas do novo texto, uma vez que os bancos se opõem veementemente a isso.

Estes temas são os que mais despertam interesse do mercado e que mais criam embates doutrinários. Porém, existem outras alterações que merecem atenção de todos os agentes envolvidos, como: (i) a regulação para o DIP Financing, recursos concedidos à empresa devedora após o pedido de recuperação; (ii) a criação de varas regionais especializadas; (iii) a obrigatoriedade de aplicação da perícia prévia ou constatação prévia pelo magistrado; (iv) a possibilidade do credor manifestar sua vontade de forma eletrônica; (v) a mudança no prazo assinalado para apresentação do plano de recuperação, aumentando-o dos atuais 60 para 90 dias; (vi) a probabilidade expressa de conversão de dívida em capital e, ainda, (vii) um artigo que tenta delimitar os contornos do que seria um “voto abusivo”.

A expectativa é que o Congresso Nacional aproveite bem o trabalho que foi realizado por este grupo de especialistas e atue de forma satisfatória. O Brasil tem muito a ganhar com discussões que visem deixar nossa legislação de insolvência mais sintonizada com a evolução dos negócios, contribuindo decisivamente para que tropeços possam ser superados e empresas se recuperem ou tenham seus ativos operando de forma saudável, gerando cada vez mais renda e postos de trabalho.

Por Estadão

BRASÍLIA – A crise das gigantes espanholas Abengoa e Isolux, que deixaram de realizar projetos de transmissão no País, reforçou os problemas de uma outra empresa do setor, que enfrenta uma profunda dificuldade financeira. A falência agora é uma ameaça também para a maior fabricante 100% brasileira de cabos de alta tensão, a Brascopper.

A empresa tenta evitar o fechamento de suas portas por meio de um processo de recuperação judicial, situação em que se encontram também Abengoa e Isolux. A Brascopper tem dívida acumulada de R$ 126 milhões, com 1.014 credores.

A derrocada da companhia fundada em 1984, em Ribeirão Preto (SP), é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a frustração de grandes leilões de transmissão ocorridos nos últimos anos, a quebra das empresas espanholas, a crise financeira do País e a queda no preço do alumínio, tudo isso ocorrido nos últimos quatro anos.

O cenário é muito diferente do que a empresa imaginava até 2011, quando, depois de realizar um investimento de cerca de R$ 70 milhões, colocou em funcionamento a sua terceira fábrica em São Luís – a companhia tem ainda uma unidade em Três Lagoas (MS).

O objetivo era se preparar para entregar cabos de alta tensão para grandes projetos do setor que estavam em andamento ou planejados para o País, caso dos linhões de Belo Monte, que ficariam a cargo da Abengoa. A espanhola assumiria 2 mil quilômetros desse empreendimento. A Brascooper estava de olho nessa demanda porque já havia vendido 1,7 mil km de cabos para a companhia.

A linha da Abengoa, porém, não saiu e os pedidos por cabo não se concretizaram. Com a queda no preço do alumínio em todo o mundo e os fracassos de muitos leilões entre 2012 e 2014, as dívidas se acumularam.

No auge da produção, as unidades da empresa chegaram a empregar 774 funcionários. Hoje, está com 196 trabalhadores. As fábrica operam com um terço da capacidade. O faturamento da empresa, que beirou R$ 600 milhões em 2011, despencou para R$ 270 milhões no ano passado.

As informações foram confirmadas ao Estado por Wendel Caleffi, sócio da EXM Partners, consultoria que foi contratada pela Brascopper para tentar sua recuperação judicial e que tem falado em nome da fabricante. A única saída encontrada para tentar salvar a empresa foi a venda de sua unidade no Maranhão. A expectativa é de que o negócio seja fechado em 90 dias.

“Fizemos um diagnóstico da situação e concluímos que a cobertura da empresa e o pagamento de sua dívida passaram a depender da venda de ativos”, diz Caleffi. “Quando se está em recuperação judicial, a disponibilidade de capital de giro é nenhuma. Não se tem acesso a credito. A fábrica

BRASÍLIA – A crise das gigantes espanholas Abengoa e Isolux, que deixaram de realizar projetos de transmissão no País, reforçou os problemas de uma outra empresa do setor, que enfrenta uma profunda dificuldade financeira. A falência agora é uma ameaça também para a maior fabricante 100% brasileira de cabos de alta tensão, a Brascopper.
Para sair da crise, Brascopper considera venda de fábrica em São Luís a investidores externos Foto: Marcelo Min – 28/9/2013

A empresa tenta evitar o fechamento de suas portas por meio de um processo de recuperação judicial, situação em que se encontram também Abengoa e Isolux. A Brascopper tem dívida acumulada de R$ 126 milhões, com 1.014 credores.

A derrocada da companhia fundada em 1984, em Ribeirão Preto (SP), é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a frustração de grandes leilões de transmissão ocorridos nos últimos anos, a quebra das empresas espanholas, a crise financeira do País e a queda no preço do alumínio, tudo isso ocorrido nos últimos quatro anos.

O cenário é muito diferente do que a empresa imaginava até 2011, quando, depois de realizar um investimento de cerca de R$ 70 milhões, colocou em funcionamento a sua terceira fábrica em São Luís – a companhia tem ainda uma unidade em Três Lagoas (MS).

O objetivo era se preparar para entregar cabos de alta tensão para grandes projetos do setor que estavam em andamento ou planejados para o País, caso dos linhões de Belo Monte, que ficariam a cargo da Abengoa. A espanhola assumiria 2 mil quilômetros desse empreendimento. A Brascooper estava de olho nessa demanda porque já havia vendido 1,7 mil km de cabos para a companhia.

A linha da Abengoa, porém, não saiu e os pedidos por cabo não se concretizaram. Com a queda no preço do alumínio em todo o mundo e os fracassos de muitos leilões entre 2012 e 2014, as dívidas se acumularam.

No auge da produção, as unidades da empresa chegaram a empregar 774 funcionários. Hoje, está com 196 trabalhadores. As fábrica operam com um terço da capacidade. O faturamento da empresa, que beirou R$ 600 milhões em 2011, despencou para R$ 270 milhões no ano passado.

As informações foram confirmadas ao Estado por Wendel Caleffi, sócio da EXM Partners, consultoria que foi contratada pela Brascopper para tentar sua recuperação judicial e que tem falado em nome da fabricante. A única saída encontrada para tentar salvar a empresa foi a venda de sua unidade no Maranhão. A expectativa é de que o negócio seja fechado em 90 dias.

“Fizemos um diagnóstico da situação e concluímos que a cobertura da empresa e o pagamento de sua dívida passaram a depender da venda de ativos”, diz Caleffi. “Quando se está em recuperação judicial, a disponibilidade de capital de giro é nenhuma. Não se tem acesso a credito. A fábrica está avaliada em pouco mais de R$ 100 milhões. Já há interessados, inclusive de outros países.”

Interessados. Na lista dos grandes nomes de produção de cabos estão as multinacionais Alubar, General Cable, Nexans e Prysmian. Entre os interessados na fábrica da empresa, afirma Caleffi, estão investidores chineses, os quais têm vencido a maior parte de leilões de linhas de transmissão realizados pelo governo nos dois últimos anos.

De 2015 para cá, o governo busca saídas para interligar grandes usinas do País, por conta de projetos das espanholas Abengoa e Isolux, que não saíram do papel. Os projetos da primeira já foram alvos de declaração de caducidade pelo governo. No caso da Isolux, algumas linhas já foram, inclusive, relicitadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O cenário ainda é de crise. Quando a crise econômica brasileira começou há cerca de três anos, muitos especialistas acreditavam que em 2017 o país já teria superado este quadro. Entretanto, os primeiros sinais positivos vislumbrados neste ano ainda não são suficientes para uma retomada consistente e mostram um processo de recuperação bem lento.

O Brasil ainda tem 13,3 milhões de desempregados (dados do IBGE até julho), representando 12,8% da população; os investimentos previstos não foram realizados; as exportações ainda patinam; poucas reformas estruturais avançaram, e ainda sem resultados práticos.

Para ilustrar esta lentidão basta retornar ao ano de 2014, quando as projeções do mercado financeiro apontavam que em 2017 o PIB brasileiro cresceria 3%. Hoje, as expectativas dos analistas são bem diferentes: entre 0,3% e 0,4% de crescimento.

O prazo da recuperação da economia está se alongando tanto que muitas companhias que passaram por reestruturações financeiras nos últimos anos, estão voltando a negociar suas dívidas com os credores. “A maioria dos planos propostos anteriormente teve como base uma melhora financeira que não veio e, por isso, muitas empresas estão se vendo obrigadas a revisitar suas estratégias. Os prazos de carência acordados estão se encerrando”, comenta Douglas Nakau, sócio da EXM Partners.

Para o consultor, a recuperação ainda é morosa e, por isso, espera-se que algumas companhias irão além da negociação por prazos e juros, tendo que colocar seus ativos à venda e descontinuar operações ainda deficitárias. “Isso não quer dizer que a situação da empresa declinou, mas os aspectos macroeconômicos exigirão uma rápida reestruturação, para evitar que num futuro próximo entre em recuperação judicial ou até chegue à falência.” completa.

Por outro lado, a boa notícia é que a negociação com os bancos pode ser mais amistosa devido, principalmente, às perspectivas um pouco mais positivas. Com a inflação abaixo do centro da meta – a previsão é que fique em 3,45% até o final do ano – e os juros em queda – o mercado financeiro aposta que a taxa Selic encerre em 7,25% ao ano – a atividade econômica será estimulada, permitindo uma melhor conversa com os credores. Os próprios bancos optam por aumentar prazos e diminuir juros, em vez de empurrar a empresa para um processo de recuperação judicial.

Hoje já é possível verificar com maior nitidez quando o fluxo de caixa de uma empresa vai dar resultado. O cenário está um pouco mais estável e as ações começam a ficar um pouco mais previsíveis. E com juros mais baixos, o crédito fica mais barato e disponível. Para o sócio da EXM Partners, “o momento do empresário rever seus negócios e renegociar suas dívidas é agora”.

A economia passa por uma fase de estabilização, com expectativa de aumento de renda e de consumo. De maio a julho deste ano, a massa salarial subiu 3,1% na comparação com mesmo período do ano passado. O total de pessoas ocupadas neste mesmo trimestre foi 0,2% maior do que em 2016.

O aumento da quantidade de dinheiro disponível no mercado de capitais e o grau de liquidez mais alto são outros fatores que devem contribuir consideravelmente para o crescimento dos acordos extrajudiciais e das ações de reestruturação corporativa.

Um exemplo deste movimento é a companhia de call centers Contax. No início de 2016, a empresa reestruturou dívidas de aproximadamente R$ 1,4 bilhão e, mesmo gerando lucro superior a R$ 70 milhões nos primeiros três meses, a companhia viu o cenário econômico negativo e a recuperação judicial de seu principal cliente, o Grupo Oi, reduzirem suas receitas, reiniciando uma nova fase de prejuízos. Há menos de dois meses a empresa conseguiu refinanciar dois contratos do BNDES com outros bancos, somando R$ 150 milhões renegociados.

Outro caso semelhante é a empresa de infraestrutura Triunfo Participações, controladora do aeroporto de Viracopos, que acertou a reestruturação de dívidas de R$ 2,1 bilhões com um grupo de cerca de 20 bancos. A recuperação extrajudicial dará fôlego para a companhia redefinir suas estratégias após o não pagamento da dívida com o BNDES.

Nakau sinaliza, ainda, que outra tendência é a renegociação de dívidas com bônus emitidos no exterior. Em 2016, as empresas brasileiras movimentaram mais de US$ 24 bilhões nesta modalidade.

O consultor, entretanto, alerta que o reflexo da modesta recuperação da economia brasileira ainda vai demorar a refletir no fluxo de caixa das empresas. “As oportunidades estão na mesa, resta ao empresário não esperar que a corda aperte o pescoço para negociar melhor suas dívidas e reavaliar o seu negócio”, conclui Nakau.

Diversas companhias que passaram por negociações financeiras nos últimos anos, estão voltando a negociar seus débitos com os credores

Quando a crise econômica brasileira começou há cerca de três anos, muitos especialistas acreditavam que em 2017 o país já teria superado este quadro. Entretanto, os primeiros sinais positivos vislumbrados neste ano ainda não são suficientes para uma retomada consistente e mostram um processo de recuperação bem lento.

O Brasil ainda tem 13,3 milhões de desempregados (dados do IBGE até julho), representando 12,8% da população; os investimentos previstos não foram realizados; as exportações ainda patinam; poucas reformas estruturais avançaram, e ainda sem resultados práticos.

Para ilustrar esta lentidão basta retornar ao ano de 2014, quando as projeções do mercado financeiro apontavam que em 2017 o PIB brasileiro cresceria 3%. Hoje, as expectativas dos analistas são bem diferentes: entre 0,3% e 0,4% de crescimento.

O prazo da recuperação da economia está se alongando tanto que muitas companhias que passaram por reestruturações financeiras nos últimos anos, estão voltando a negociar suas dívidas com os credores. “A maioria dos planos propostos anteriormente teve como base uma melhora financeira que não veio e, por isso, muitas empresas estão se vendo obrigadas a revisitar suas estratégias. Os prazos de carência acordados estão se encerrando”, comenta Douglas Nakau, sócio da EXM Partners.

Para o consultor, a recuperação ainda é morosa e, por isso, espera-se que algumas companhias irão além da negociação por prazos e juros, tendo que colocar seus ativos à venda e descontinuar operações ainda deficitárias. “Isso não quer dizer que a situação da empresa declinou, mas os aspectos macroeconômicos exigirão uma rápida reestruturação, para evitar que num futuro próximo entre em recuperação judicial ou até chegue à falência.” completa.

Por outro lado, a boa notícia é que a negociação com os bancos pode ser mais amistosa devido, principalmente, às perspectivas um pouco mais positivas. Com a inflação abaixo do centro da meta – a previsão é que fique em 3,45% até o final do ano – e os juros em queda – o mercado financeiro aposta que a taxa Selic encerre em 7,25% ao ano – a atividade econômica será estimulada, permitindo uma melhor conversa com os credores. Os próprios bancos optam por aumentar prazos e diminuir juros, em vez de empurrar a empresa para um processo de recuperação judicial.

Hoje já é possível verificar com maior nitidez quando o fluxo de caixa de uma empresa vai dar resultado. O cenário está um pouco mais estável e as ações começam a ficar um pouco mais previsíveis. E com juros mais baixos, o crédito fica mais barato e disponível. Para o sócio da EXM Partners, “o momento do empresário rever seus negócios e renegociar suas dívidas é agora”.

A economia passa por uma fase de estabilização, com expectativa de aumento de renda e de consumo. De maio a julho deste ano, a massa salarial subiu 3,1% na comparação com mesmo período do ano passado. O total de pessoas ocupadas neste mesmo trimestre foi 0,2% maior do que em 2016.

O aumento da quantidade de dinheiro disponível no mercado de capitais e o grau de liquidez mais alto são outros fatores que devem contribuir consideravelmente para o crescimento dos acordos extrajudiciais e das ações de reestruturação corporativa.

Um exemplo deste movimento é a companhia de call centers Contax. No início de 2016, a empresa reestruturou dívidas de aproximadamente R$ 1,4 bilhão e, mesmo gerando lucro superior a R$ 70 milhões nos primeiros três meses, a companhia viu o cenário econômico negativo e a recuperação judicial de seu principal cliente, o Grupo Oi, reduzirem suas receitas, reiniciando uma nova fase de prejuízos. Há menos de dois meses a empresa conseguiu refinanciar dois contratos do BNDES com outros bancos, somando R$ 150 milhões renegociados.

Outro caso semelhante é a empresa de infraestrutura Triunfo Participações, controladora do aeroporto de Viracopos, que acertou a reestruturação de dívidas de R$ 2,1 bilhões com um grupo de cerca de 20 bancos. A recuperação extrajudicial dará fôlego para a companhia redefinir suas estratégias após o não pagamento da dívida com o BNDES.

Nakau sinaliza, ainda, que outra tendência é a renegociação de dívidas com bônus emitidos no exterior. Em 2016, as empresas brasileiras movimentaram mais de US$ 24 bilhões nesta modalidade.

O consultor, entretanto, alerta que o reflexo da modesta recuperação da economia brasileira ainda vai demorar a refletir no fluxo de caixa das empresas. “As oportunidades estão na mesa, resta ao empresário não esperar que a corda aperte o pescoço para negociar melhor suas dívidas e reavaliar o seu negócio”, conclui Nakau.

A EXM Partners é uma das principais consultorias do País especializada em Administração Judicial, Reestruturação e Recuperação de Empresas. Fundada em 2002 por executivos da PwC, iniciou sua atuação com foco no mercado de PMEs, que na época não era bem servido pelas “Big four”. Com a entrada em vigor da nova Lei de recuperação judicial e falência brasileira, em 2005, um novo mercado foi aberto para Turnaround e Reestruturação de Dívidas. A empresa anteviu esta oportunidade e foi pioneira neste setor. Desde então, a empresa conduziu com êxito mais de 100 casos de restruturação e recuperação de empresas e administração judicial.

Principais serviços: Turnaround Management, Reestruturação de Empresas, Recuperação Judicial, Administração Judicial, Reestruturação Financeira e de Dívidas, Gestão Interina; M&A e Transações, Valuation, Project Finance, Auditoria e Impostos.