Aprovado plano de recuperação

Por Tribuna

O plano de recuperação judi­cial do grupo Leão Engenharia foi aprovado em 8 de maio, durante assembleia geral que contou a participação de credores respon­sáveis por 76,71% do valor da dívida, de aproximadamente R$ 113 milhões. A empresa entrou em processo de recuperação há doze meses – maio do ano passa­do – e contratou, no final de janei­ro, a EXM Partners, consultoria da região de Ribeirão Preto com amplo conhecimento em reestru­turação, para assumir a ação com a missão de elaborar um plano que finalmente atendesse as ex­pectativas dos cobradores, evitan­do a falência da empresa.

“Este é um processo de gran­de importância para a economia de Ribeirão Preto, uma vez que a Leão Engenharia foi reconheci­da como uma das maiores e me­lhores empresas de infraestrutu­ra do interior de São Paulo e do Brasil”, comenta Angelo Guerra Netto, sócio fundador da EXM Partners. Segundo ele, a expecta­tiva de faturamento para 2017 é de aproximadamente 60 milhões –em 2014 chegou a faturar mais de R$ 300 milhões.

Gerou cerca de mil postos de trabalhos diretos e indiretos, numa cadeia que abrange forne­cedores e credores e atinge toda a região nordeste do Estado de São Paulo e cidades do Paraná. Em­presa do setor de infraestrutura, a Leão Engenharia tem mais de 55 anos atuando na execução de ser­viços de engenharia e produção e venda de materiais necessários para execução das obras, com a montagem de usina de asfalto, concreteiras e aquisição de pe­dreiras para a produção de brita, além de fábrica de artefatos de concreto (tubos e aduelas).

A proposta de recuperação judicial da Leão Engenharia e da Ativa Administração Patrimo­nial, ambas do grupo, foi autori­zada pela juíza Carina Roselino Biagi, da 8ª Vara Cível de Ribeirão Preto. A ação foi protocolada em abril do ano passado, em Porto Alegre (RS). O despacho foi di­vulgado em 20 de maio de 2016.

Segundo a ação inicial, o grupo alegou ser “imprescindvel a manutenção de bens mveis essenciais ao desempenho da atividade empresarial, que dependem da liberação dos re­cebíveis alienados a bancos para conseguirem recuperar-se e dis­correram sobre o desequilíbrio causado pelo alto custo dos fi­nanciamentos que tomam”.

Na época, o presidente Car­los Alberto Ferreira Leão con­firmou uma dívida de R$ 163 milhões junto a fornecedores e empregados. Os advogados dele pediram concessão de liminar ordenando a manutenção dos veículos objeto das ações e a li­vre movimentação de valores e recebíveis vinculados a contra­tos bancários. A ação já conta com 6,4 mil páginas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *