Por Exame

A empresa de energia PG&E vai propor um plano de reestruturação de dívida de 31 bilhões de dólares que incluirá dois fundos com um total de 34 bilhões para cobrir as reivindicações de vítimas de incêndios passados e futuros, publicou a Bloomberg nesta sexta-feira (21).

Perguntada sobre o plano, um porta-voz da PG&E disse: “Estamos olhando para todas as opções quando se trata de trabalhar com o governador e os legisladores e empenhados em resolver reivindicações de vítimas de incêndios de forma justa e rápida.”

Na terça-feira, a PG&E disse que, como parte de sua reorganização, pagará 1 bilhão de dólares para mais de uma dúzia de governos locais na Califórnia afetados por incêndios florestais nos últimos anos.

Segundo a matéria da Bloomberg, haverá dois fundos, um de 14 bilhões de dólares para cobrir indenizações de incêndios passados e outro de 20 bilhões de dólares para cobrir as reivindicações futuras, segundo o plano que deve ser formalmente apresentado em agosto.

A PG&E buscou a proteção do capítulo 11 da lei de falência dos EUA em janeiro, após ter enfrentado um passivo de mais de 30 bilhões de dólares, na esteira do ‘Camp Fire’, o mais violento e destrutivo incêndio florestal da Califórnia nos últimos tempos.

O incêndio matou mais de 85 pessoas, destruiu mais de 14.600 casas, casas móveis e outras unidades habitacionais, segundo o Departamento de Finanças da Califórnia.

Por G1

A falência da companhia aérea islandesa de baixo custo Wow Air em março de 2019 foi um duro golpe para a Islândia. Três meses depois de a empresa quebrar, o país ainda teme pela saúde de sua economia que, até 2018, somava oito anos de crescimento.

“Estamos preparados para a possibilidade de uma recessão mais profunda e os números de turistas chegando parecem indicar que isso pode acontecer”, disse, na semana passada, o presidente do Banco Central da Islândia, Mar Gudmundsson, à agência de notícias Bloomberg.

Ele acredita que a queda do turismo a níveis similares ao registrado em 2016 pode ter um efeito significativo em muitas cidades do país. “Com sorte, sairemos disso no princípio do próximo ano”, declarou Gudmundsson.

De acordo com um relatório do Comitê de Política Monetária do Banco Central islandês publicado no final de maio, a falência da Wow Air representa o desaparecimento de um em cada três assentos nos voos para a ilha neste ano.

A companhia oferecia voos para a capital Reykjavik a partir da Europa, Ásia e América do Norte. Com a falência da empresa, o Banco Central islandês foi forçado a refazer suas previsões de crescimento da economia. Ao invés do crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto estimados em fevereiro, a previsão agora é de contração do PIB em 0,4%.

Mas por que uma única empresa é capaz de derrubar a economia de um país?

A Islândia é uma ilha onde vivem 330 mil pessoas e foi quem mais sofreu com a crise financeira de 2008.

Na década passada, o setor bancário islandês havia crescido acima de sua capacidade e foi um dos primeiros a quebrar depois da queda do Lehman Brothers – banco de investimentos dos EUA que, diante da inadimplência de créditos imobiliários, entrou em concordata em 2008 e inaugurou a crise financeira que se espalhou sobre a economia em todo o mundo.

A Islândia conseguiu se recuperar, em especial, graças ao turismo.

Com a coroa islandesa desvalorizada em quase 70% e com o surgimento de empresas aéreas que ofereciam voos econômicos, a ilha começou a atrair cada vez mais visitantes. A Wow Air começou a operar em 2012 e, seis anos depois, transportava 3,5 milhões de passageiros por ano.

Além dos voos de baixo custo, a possibilidade de ver a aurora boreal bem como locações da série Game of Thrones fizeram a Islândia o destino turístico da moda – a ponto de o turismo se transformar num dos principais setores do país, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Relatório publicado pela OCDE em 2018 indica que o turismo representou 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e 14% da força de trabalho da Islândia 2016, superando em muito a combinação de duas das indústrias mais fortes do país: a pesca e o alumínio.

Uma expansão muito rápida

Em um ano, a Islândia chegou a receber 2,5 milhões de visitantes, número sete vezes maior que a população do país. Ao menos até o ano passado, quando a indústria começou a sofrer pela delicada situação da Wow Air.

A companha não conseguiu sustentar o próprio crescimento meteórico nem as contas equilibradas. Em 2018, teve que combinar a busca por compradores com a redução de destinos e aeronaves e, no início deste ano, já havia cortado sua frota pela metade.

Diante da relevância da indústria turística para a Islândia, a crise da Wow Air começou a gerar desconfiança na economia do país. Em novembro de 2018, a coroa islandesa valia 13% menos que três meses antes, uma queda que o Banco Central do país atribuiu às “crescentes dificuldades operacionais da Wow Air”.

No mesmo mês, o Banco Central previu que as exportações do setor de serviços aumentariam em 4% em 2019. No entanto, as estimativas neste ano indicam uma retração de 9% no setor de serviços e uma queda de 10,5% no número de turistas, ainda que empresas aéreas como a Icelandair tenha tentado absorver a parcela do mercado que a Wow Air deixou de atender.

No final de março, depois que as últimas negociações na busca por novos acionistas fracassaram, milhares de passageiros receberam a notícia que a Wow Air encerraria as atividades e os voos da empresa seriam cancelados.

Desde então, 1,5 mil funcionários da Wow Air perderam o emprego, o que a imprensa islandesa chamou de “maior demissão em massa” da história do país. Soma-se a isso o fim de empregos indiretos, como as 315 demissões realizadas no Aeroporto Internacional de Reykjavík.

Otimismo

No entanto, o chefe do Banco Central da Islândia se diz otimista em relação ao futuro do país. “Nunca como agora estivemos tão bem preparados na nossa história para lidar com uma situação adversa”, disse Mar Gudmundsson.

Ele espera que o número de visitantes aumente outra vez em 2020, ainda que mais lentamente. Mas, no relatório do banco de maio de 2019, não se chegou a descartar “a possibilidade de uma contração mais profunda e de uma recuperação mais lenta”.

Por Folha Uol

A Odebrecht, que pediu recuperação judicial de sua holdingna segunda-feira (17) com dívida de R$ 98,5 bilhões, era a maior integrante do “clube” das empreiteiras. Esse foi o apelido dado pelos investigadores da Operação Lava Jato para empresas que atuavam como um cartel, fraudando licitações e superfaturando obras da Petrobras.

O grupo baiano está longe de ser o único em má situação financeira após o escândalo. Das 16 integrantes do “clube”, 9 já pediram proteção à Justiça contra os credores em pelo menos parte dos seus negócios, para reduzir o valor de suas dívidas e ganhar mais prazo de pagamento.

Segundo levantamento feito pela Folha, estão nessa lista: Odebrecht, UTC, Mendes Junior, OAS, Iesa, GDK e Galvão Engenharia, além da Engevix, que solicitou recuperação judicial do seu estaleiro, e da Queiroz Galvão, que recorreu ao expediente para sua empresa de petróleo e gás.

No caso da Queiroz Galvão, o grupo está envolvido em renegociação direta com os bancos de uma dívida de R$ 10 bilhões. A discussão se arrasta há meses e, se não for resolvida, pode também acabar na Justiça.

A Andrade Gutierrez é outra grande empreiteira em situação delicada. A empresa deixou de pagar um bônus de US$ 345 milhões, que acabou renegociado com juros mais altos e oferecendo em garantia ações da concessionária CCR. Com dificuldade para conseguir novas obras, a Andrade Gutierrez possuía R$ 268,1 milhões em caixa no fim do ano passado, valor insuficiente para pagar os R$ 324 milhões de dívidas de curto prazo.

Desde que a Lava Jato estourou, em março de 2014, o PIB da construção civil encolheu 32%. O número de empregos no setor caiu de 3,4 milhões de vagas com carteira assinada para 2 milhões.

Todavia, não foi só o escândalo que afetou as empreiteiras, mas também a recessão da economia brasileira e a expressiva queda do investimento público, provocada pelas restrições fiscais de União, estados e municípios. Além disso, muitas empresas estavam altamente endividadas.

Uma análise da situação das construtoras investigadas na Lava Jato mostra que enfrentaram melhor a tormenta as que agiram rápido, admitindo seus crimes à Justiça, e também as empresas de médio porte, como Setal, Promon e Techint Engenharia. O principal exemplo é a Camargo Corrêa. Única das grandes com situação financeira equilibrada, a companhia foi a segunda a confessar seus crimes, atrás apenas da Setal.

Escaldado pela Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009, o grupo Camargo Corrêa optou por assinar acordos de delação premiada e de leniência com o Ministério Público ainda em julho de 2015. Na época, o movimento foi considerado muito arriscado pelas concorrentes. A decisão foi tomada pela terceira geração da família Camargo, que assumiu as rédeas do negócio. Logo em seguida, foram vendidas participações na Alpargatas e na CPFL para acalmar os bancos credores.

A reestruturação continuou, e hoje a parte operacional da construtora está separada em uma companhia independente chamada Camargo Corrêa Infra. Já a Odebrecht é considerada pelos especialistas em reestruturação ouvidos pela reportagem, que pediram anonimato, como o modelo do que não se deve fazer. Para esses advogados, os erros na gestão da crise começaram quando a empresa demorou em admitir seus crimes e desafiou as autoridades.

Marcelo Odebrecht, presidente-executivo e herdeiro da companhia, foi preso em julho de 2015 e só passou a negociar delação premiada após ser condenado a 19 anos de prisão, em março de 2016.

Depois, a empresa ainda levou mais oito meses para selar os acordos de colaboração e leniência. Por cerca de um ano e meio, a Odebrecht ficou exposta à crise de reputação, sofrendo com a restrição de crédito e sem conseguir novas obras.

A partir daí, a empresa tentou estabelecer uma nova cultura de governança, mas a situação já era muito delicada.

O grupo também teve dificuldade para vender ativos e ficou meses negociando leniências em países onde atuava. Para os especialistas, outro equívoco foi continuar se endividando, em vez de acelerar um pedido de recuperação judicial, principalmente do braço de açúcar e álcool, cuja dívida já era impagável anos atrás.

Para José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasilei- ra da Indústria da Construção, engana-se quem responsabiliza só as investigações de corrupção pela situação enfrentada pela Odebrecht ou pelo setor da construção civil. “Se houvesse demanda por obras, outras empresas teriam ocupado esse espaço, mesmo que fossem estrangeiras”, diz.

Ele teme que a situação volte a se repetir, apesar de todo o trauma provocado pela Lava Jato. Na sua opinião, as licitações ainda são voltadas para grandes empresas, com exigências de investimento muito elevadas, que dificultam a participação das pequenas e médias. “O modelo atual continua estimulando o cartel”, afirma.

 

Por Época

A Odebrecht manteve na lista de credores de sua recuperação judicial quatro executivos — todos delatores — que desviaram dinheiro da empresa.

Contra pelo menos um deles, Euzenando Azevedo, que comandava a empresa na Venezuela, com linha direta com Hugo Chávez, há provas.

 

Por Folha de Londrina

O Grupo Vilela, empresa de insumos, produção e comercialização de grãos de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), entrou, na semana passada, com pedido de recuperação judicial. A juíza Thais Terumi Oto, da 1ª Vara Civil da Comarca de Cornélio Procópio, deve proferir a decisão nos próximos dias. Em nota, o grupo informou que a medida “tem como objetivo preservar os empregos de seus colaboradores e os interesses dos credores”.

De acordo com o advogado Alan Rogério Mincache, do escritório Federiche Mincache Advogados, que está assessorado a empresa na elaboração do plano de recuperação, em parceira com a EXM Partners, a crise do setor, a desvalorização do real e a instabilidade gerada pela crise política, aliados com a frustração de safras, contribuíram para as dificuldades financeiras da empresa.

O advogado afirmou que, com a quebra das últimas safras, os produtores deixaram de saldar suas dívidas com a empresa, que absorveu os prejuízos. “É um soluço, mas que baseado em uma análise criteriosa não conseguiria passar sem um remédio judicial”, declarou Mincache. “A empresa já buscou alternativas para sair da crise, mas o mercado não vem reagindo e já se está falando em quebra de safra”, completou.

A Vilela acumula cerca de R$ 600 milhões em dívidas, a maior parcela com instituições financeiras. Segundo o advogado, os estudos da situação financeira mostram que é possível quitar as dívidas. “Entendemos que ela [dívida] vai conseguir ser superada. Nos próximos 60 dias vamos apresentar a proposta de regularização das dívidas com os credores. A empresa está disposta a buscar alternativas [para sanar as contas] como a venda de ativos”, disse Mincache.

O advogado afirmou que o pedido de recuperação judicial tem o objetivo de deixar transparente as informações financeiras e as condições necessárias para quitar os débitos. “O compromisso da empresa é saldar as contas com todos os credores”, frisou.

A empresa gera aproximadamente 200 empregos diretos e mais de 600 empregos indiretos em toda a sua região de atuação. Segundo o advogado, já foram feitas adequações no quadro de funcionários e deve haver demissões. “Os funcionários que permaneceram foram alocados nos quadros da empresa e não se pretende fazer demissões”, disse.

O pedido de recuperação judicial não deve ter grande impacto nos produtores rurais da região do Norte Pioneiro. De acordo com a Sociedade Rural da Região de Cornélio Procópio, o volume de grãos estocados pela empresa é pequeno. “É apenas um resíduo da safra e a empresa já falou que, o juiz homologando a situação, eles vão quitando as contas com os produtores”, afirmou João Ataliba de Resende Neto, presidente da Sociedade Rural.

Resende Neto ressaltou que o clima entre os produtores é tranquilo. “Não tem ninguém apavorado. É um baque, mas estava complicado para eles [Vilela] desde o ano passado”. O grupo atua na região Norte do Paraná com 12 unidade de venda de insumos e compra de grãos.

Por O Globo

Da dívida de R$ 11,9 bilhões que a Atvos, empresa de açúcar e álcool da Odebrecht que pediu recuperação judicial na quarta-feira passada, R$ 7,450 bilhões era com o BNDES e Banco do Brasil. São, de longe, os maiores credores. Ah, com a Caixa a dívida é de R$ 570 milhões. Esses bancos estatais sempre foram uma mãe com a Odebrecht.

Atvos, empresa da Odebrecht do setor de açúcar e álcool, é a primeira empresa do grupo a pedir recuperação judicial. O pedido foi feito hoje a tarde.

O presidente do grupo Odebrecht, Luciano Guidolin, envia ainda hoje para os funcionários uma explicação a respeito do pedido de recuperação judicial da Atvos. Nela, vai enfatizar que o pedido se restringe apenas a empresa e que não atinge nenhuma outra companhia do grupo Odebrecht.

O endividamento da empresa é de R$ 13 bilhões e o Ebtida em torno de R$ 1 bilhão.

Foi uma empresa na qual Marcelo Odebrecht apostou muito assim que assumiu a presidência do grupo em 2008.

Por Forbes

A flagrante falência intelectual da maioria dos formuladores de políticas econômicas atuais foi exibida de forma incisiva quando o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, anunciou recente e inesperadamente que o BCE faria uma nova rodada de empréstimos baratos aos bancos em setembro para ajudar a estimular as economias cambaleantes do continente.

Apesar de décadas de dados decepcionantes que demonstram que os bancos centrais não podem determinar o ritmo da atividade econômica da maneira que um termostato determina a temperatura de um recinto, os líderes políticos e econômicos ainda insistem em perseguir essa fantasia. O custo da prosperidade perdida é imenso. Se os bancos centrais e seus líderes políticos perseguissem a meta de ter moedas estáveis – e se o dólar dos EUA permanecesse vinculado ao ouro –, o bem-estar material do mundo provavelmente seria o dobro do que é hoje.

Os banqueiros centrais e muitos economistas não entendem esta verdade básica: dinheiro não é riqueza. Por si só, imprimir um monte de notas não gera riqueza. Significa apenas que você pode usar esses pedaços de papel para comprar um produto que outra pessoa criou. O vendedor aceita os pedaços de papel porque também pode usá-los para comprar um produto ou serviço criado por alguém.

O dinheiro é um direito não sobre algo específico, como um casaco, mas sobre qualquer coisa à venda no mercado. Ele permite trocar o seu trabalho ou os seus bens por outras coisas que você possa querer ou de que possa precisar. De fato, o dinheiro é um recibo do valor dos bens e serviços que produzimos e que podemos querer vender.

É por isso que a falsificação é ilegal. Se você imprime uma nota de US$ 100 e a usa para comprar uma coisa, está roubando essa coisa, porque aquele Benjamin Franklin falso não foi resultado de um bem que foi feito de fato. Quando os governos imprimem dinheiro em excesso, o resultado é a inflação, um imposto dissimulado.

É por isso que a maior parte do que é aceito hoje em dia como sabedoria em política monetária é muito mais prejudicial do que a flatulência das vacas que tanto preocupa um número crescente de políticos alarmistas. Os bancos centrais e os governos não criam recursos. Eles tiram recursos do resto de nós para suas próprias finalidades. É absurdo achar que uma nova rodada de estímulos bancários pelo BCE levará a Europa ao crescimento sustentável.

O que desencadeou o grande boom após a 2ª Guerra Mundial na Europa, particularmente na Alemanha e no Japão, foram dinheiro estável e impostos sensatos. Em contraste, a Grã-Bretanha ficou para trás, capengando com uma libra cronicamente desvalorizada e alíquotas de impostos altíssimas, até aparecer Margaret Thatcher. Nos anos 1970, o Fed tentou, várias vezes, estimular a economia dos EUA com uma política de “dinheiro fácil”. Resultado: inflação e estagnação que duraram uma geração.

No início dos anos 2000, estimulado pelo Departamento do Tesouro, o Fed desvalorizou o dólar, o que levou ao
desastre de 2008-2009. Após o pânico no fim de 2008, o Federal Reserve iniciou a flexibilização quantitativa, quintuplicando seu portfólio com títulos do Tesouro e pacotes de hipotecas. Resultado: a pior recuperação econômica de uma forte recessão em toda a história norte-americana.

É aí que mora o problema. Na prática, com a flexibilização quantitativa, o Fed confiscou quase US$ 4 trilhões em
títulos do setor privado. A combinação desse confisco com regulamentos que tornaram extremamente caro para os bancos emprestar a pequenas e novas empresas distorceu os mercados de crédito e asfixiou a economia. Que estímulo, hein?! Por isso, alguns mitos devem ser enfrentados.

• Uma economia não “superaquece”. Não é responsabilidade do Fed tentar conter a economia quando ela está crescendo rapidamente. A única ocasião em que a prosperidade deve ser alvo de suspeita é quando ela é criada de forma artificial pelo barateamento da moeda. Deixe os mercados em paz. Eles corrigem quaisquer excessos.

• Os controles de preços sobre o custo de tomar dinheiro emprestado não funcionam. Até os conservadores parecem acreditar na falácia de que os bancos centrais deveriam tentar determinar o custo dos empréstimos. A maioria dos economistas sabe que os controles de aluguel distorcem o mercado. Os juros são o “aluguel” que se paga para tomar dinheiro emprestado. O jogo só acaba quando termina. O lema vale também para a vida, e o novo livro de Rich Karlgaard é a prova definitiva disso. Ao lê-lo, você ficará ao mesmo tempo aliviado e inspirado. Ele traz três grandes lições.

 

Por Istoé

A fabricante de materiais de construção Eternit decidiu manter “hibernando” sua mineradora de amianto em Minaçu (GO), a Sama. Com isso, demitirá todos os 400 funcionários da unidade. Outros cem trabalhadores indiretos dependem da atividade da mineradora.

A empresa, que teve plano de recuperação judicial aprovado por credores nesta semana, aguarda desde fevereiro que o Supremo Tribunal Federal (STF) avalie um recurso no qual pede um ajuste para a ordem de fechamento das atividades de mineração da companhia. A empresa pretendia continuar apenas como exportadora de amianto crisotila, sem vender o produto no mercado nacional.

Segundo a Eternit, a paralisação temporária das atividades da Sama gerou perdas de R$ 4,7 milhões no primeiro trimestre.

O congelamento das operações deve resultar na perda de faturamento da mineradora, já que a unidade correspondeu a 18% da receita consolidada nos primeiros três meses do ano.

“Desde 11 de fevereiro, portanto há mais de três meses, a Sama encontra-se com suas atividades paralisadas aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal quanto ao pedido de efeito suspensivo, o que não ocorreu”, afirmou a Eternit em comunicado.

Os ativos imobilizados da mineradora serão mantidos em condição de pronta retomada de produção, sob gestão de uma equipe de funcionários da Eternit. Após o anúncio das demissões, as ações da Eternit encerraram em baixa de 6,88%. Na véspera, os papéis já haviam caído 14,83%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.